Domingo, Novembro 21, 2004

Untitled - Anjos Negros, Asas Brancas

Que escrever?
Não sei o que dizer...
As palavras entupidas
Comprimem-se,
Expelem de mim
Pressurizadas frases inconstruidas.
Não sei de que falar;
Não sei em que pensar;
Sinto. Mas não sei interpretar
As palavras que cá dentro flutuam
À deriva, ao som das ondas de minha vida.
Rumam, sem Sol, nem rota definida.

O escuro molda-se:
Personifica-se em almas,
E me cercam.
Em volta vejo apenas
Invisíveis vultos negros desconhecidos,
De puras asas brancas munidos,
E se contorcem... Se esticam...
Me apertam...
E nadam.

As luminosas barbatanas nos levitam:
Me libertam.
Por um tunel de cores não visíveis
Voamos...
E os escuros anjos de iluminam:
São negros, acesos de sombra, sua luz.
Palavras sussurram... me brilham...
Que olhe em frente, para tua figura
Que me seduz;
Para o teu sorriso, para o teu olhar...
E para a paixão que em ti pus.

2 Comments:

At 10:24 PM, Blogger Tiago Ribeiro said...

=o e ca ando eu nos poemas escritos no comboio..
este enfim..
apteciame escrever, mas nao me saía nada, tao comecei a flr sobre isso mm: o vazio =X
dps as palavras fluiram, evaporaram, e voaram =P

 
At 10:24 PM, Blogger Tiago Ribeiro said...

=o e ca ando eu nos poemas escritos no comboio..
este enfim..
apteciame escrever, mas nao me saía nada, tao comecei a flr sobre isso mm: o vazio =X
dps as palavras fluiram, evaporaram, e voaram =P

 

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